Diante da Pandemia do Novo Coronavírus, o Ministério da Saúde anunciou recomendações para que a contaminação não se dissemine ainda mais entre a comunidade, como evitar aglomerações e cuidados básicos de higiene.

Infelizmente nem toda a população conseguirá seguir estas recomendações. Enquanto os noticiários tratam dos casos de disseminação do vírus entre a classe média e classe alta, quase nada se fala sobre como a situação vai ser conduzida para os 12 milhões de brasileiros que moram nas favelas.

Nas comunidades, onde a quarentena é um desafio devido a grande aglomeração de pessoas, os moradores ficam ainda mais expostos ao risco de se contaminar com o vírus. A construção das moradias, além das famílias que vivem em locais com poucos cômodos, podem ser uma das principais causas responsáveis pelo aumento de casos de COVID-19 entre a população pobre.

A grande questão é que a situação nas favelas não se trata apenas de saúde pública, mas também de assistência social. Grande parte dos moradores não terão condições de permanecer em quarentena, já que muitos só recebem dinheiro quando saem para trabalhar, como as empregadas domésticas e ambulantes, por exemplo. Isso se soma ao fato da maioria das famílias não terem renda suficiente para comprar mantimentos para os 14 dias de isolamento – quem dirá para comprar álcool em gel.

Associação Comunitária de Moradores da Vila Santana do Cafezal

Será a entidade que promove essa campanha, a instituição é uma associação comunitária que busca dar suporte em diferentes frentes na Vila Santana do Cafezal e no Aglomerado da Serra em Belo Horizonte. Atualmente, a ACM Cafezal é presidida por Cristiane Pereira e, com o auxílio de diferentes parceiros, luta pela melhoria da qualidade de vida dos moradores da comunidade, por intermédio de doação de alimentos, realização de cursos e promoção de assistência jurídica, além de estabelecer o diálogo com o serviço público

O OBJETIVO SERÁ:

1. Reduzir o dano para os empreendedores e trabalhadores prejudicados do Aglomerado da Serra
2. Alcançar soluções práticas e aplicáveis a curto prazo ao longo do tempo em que a crise durar. Aplicação do dinheiro em soluções diretas e benéficas a população local.
3. Contribuir com a diminuição dos danos causados pela Crise do Coronavírus nas Favelas