A Vila Nova Esperança é uma comunidade que existe há cerca de 60 anos no extremo oeste da cidade de São Paulo. Por estar localizada ao lado do Parque Tizo, desde 2009, os moradores adotam práticas e projetos que transformam a Vila em uma comunidade ecologicamente sustentável.

Sob a liderança de Lia, na Associação de moradores foi criada a horta comunitária, mutirões de limpeza e diversos outros projetos de educação socioambiental. Os moradores tem ainda acesso à uma cozinha comunitária, biblioteca, brinquedoteca, e um centro de inovação e tecnologia.

Embora os moradores tenham acesso a água potável e energia elétrica regulares, ainda falta saneamento básico e diversos outros serviços de infraestrutura para atendê-los.

Contando com aproximadamente 600 famílias, das quais 85% não recebe nenhum auxílio de renda (TETO, 2018), a crise trazida pela pandemia do Coronavirus chegou com forte impacto à Vila Nova Esperança. A crise atingiu principalmente as famílias que são lideradas por mulheres e que não tem emprego fixo. Para estas falta dinheiro para comprar desde itens de higiene até alimentos.

A comunidade está se esforçando para manter as medidas de isolamento e higiene indicadas pela Organização Mundial da Saúde, está combatendo as fake mews e se abastecendo de informações confiáveis.

Os moradores estão se mobilizando seguindo o modelo criado por outras comunidades de São Paulo: foram eleitos os “presidentes da rua” – duplas de moradores que são responsáveis por acolher, ouvir, e distribuir doações para os moradores da rua que são responsáveis. Dessa forma ninguém se sobrecarrega e todos serão ouvidos.

Agora que já estamos mobilizados e organizados dentro da comunidade, precisamos da ajuda de fora para garantir que os moradores da Vila Nova Esperança cheguem ao fim dessa crise vivos e saudáveis. Só assim continuaremos resistindo e lutando pelos nossos direitos.