Nas comunidades, onde a quarentena é um desafio devido a grande aglomeração de pessoas, os moradores ficam ainda mais expostos ao risco de se contaminar com o vírus. A construção das moradias, além das famílias que vivem em locais com poucos cômodos, podem ser uma das principais causas responsáveis pelo aumento de casos de COVID-19 entre a população pobre.

A grande questão é que a situação nas favelas não se trata apenas de saúde pública, mas também de assistência social. Grande parte dos moradores não terão condições de permanecer em quarentena, já que muitos só recebem dinheiro quando saem para trabalhar, como as empregadas domésticas e ambulantes, por exemplo. Isso se soma ao fato da maioria das famílias não terem renda suficiente para comprar mantimentos para os 14 dias de isolamento – quem dirá para comprar álcool em gel.

São pessoas que estão inseridas no grupo de 69% dos moradores que trabalham na área de serviços: porteiros, empregadas domésticas, babás, zeladores. Os trabalhadores autônomos pertencem a parcela da sociedade que mais irá sofrer diante da pandemia.

Diante disso, é urgente apoiar os moradores mais necessitados destas comunidades, com kits de higiene, mantimentos e outras necessidades para esse período incerto que todos vamos enfrentar.

O valor arrecadado será utilizado para fomentar o empreendedorismo local, ajudar os moradores em condição de vulnerabilidade (que perderam o emprego e não tem meios de subsistência), para aluguel de casa para montagem de um hospital de campana, compra de alimentos / montagem de marmitas, água, colchões, UTI móvel e contratação de transportes e profissionais da saúde