Vivemos triste tempos, já não é possível viver um mundo saudável, porque estamos todos doentes. Juntos resistimos, atravessamos as chagas da história e sobreviveremos.

Assim como outros males, que sangraram e sangram nosso povo por entre o caminhar dos tempos, o coronavírus veio mostrando sua febre e sua força de pandemia que não reconhece etnia e contamina o rico e o pobre, democratizando o choro para todas as famílias atingidas direta e indiretamente.

A grande família Tikuna, da comunidade Wotchimaücü, é uma dessas centenas de famílias atingidas pelas garras do Covid-19 e tem sofrido com as consequências nefastas desse vírus. As 50 famílias, que somam 350 pessoas, de nossa comunidade sobrevivem física e culturalmente graças a venda de seus artesanatos e apresentações culturais, o que está impossibilitado de acontecer nesse momento. Manaus se destaca como sendo uma das regiões de grande preocupação dos órgãos de saúde por conta dos casos de contaminação que se multiplicam na cidade em colapso eterno. Vale ressaltar que, nós indígenas que vivemos em contexto urbano não contamos com o auxílio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), dificultando nosso acesso à saúde de qualidade.

Com isso, estamos com muitas dificuldades para acessarmos o essencial para nossa alimentação e proteção contra esse mal global. Precisamos do seu apoio para trazer os itens essenciais para nossa sobrevivência, como não sabemos por quanto tempo irá durar as indicações de isolamento social, a arrecadação servirá para abastecer a comunidade pelo período de três meses, resguardando assim a vida das nossas crianças, jovens, adultos e idosos.