TSE redobra os cuidados nos locais de votação por causa da pandemia de Covid

Atualizado em 9/11/2020

O risco do coronavírus na hora do voto levou o Tribunal Superior Eleitoral a procurar um corpo médico. Kits doados vão proteger os eleitores e quem vai trabalhar na eleição.

No Brasil, milhões de pessoas têm um compromisso com as urnas daqui a nove dias para a escolha de prefeitos e vereadores.

Se a escolha do vereador e prefeito está na mão do eleitor, virou caso para infectologista. O risco da Covid na hora do voto levou o Tribunal Superior Eleitoral a procurar um corpo médico. O diagnóstico virou um protocolo de medidas.

“Nada foi feito por achismo. Tudo foi feito com cálculo estatístico das saturações dos anos anteriores das filas para assegurar que haja um mínimo de filas esse ano. E suprimimos a biometria. Os estatísticos calcularam que aumentaram em 70% o tempo da votação”, explica o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

Pouca coisa vai ser como antes na zona eleitoral. Da mesa ao mesário, kits doados vão proteger quem trabalha na eleição. Mais de 8 milhões de máscaras cirúrgicas, 2 milhões de protetores faciais e milhares de litros de álcool em gel.

Outra preocupação é que a passagem do eleitor pelo local de votação seja rápida. “A orientação é que não haja aglomeração. Então, que o eleitor vote e se retire do local de votação”, diz a chefe de cartório Rafaela Soares Marques.

Cada canto do local de votação vai lembrar que ainda vivemos uma pandemia. Já na fila, o raio de um metro no chão marca a necessidade de distanciamento social. Ninguém entra sem máscara. O eleitor vai ser recebido na porta por um mesário e encaminhado ao presidente da mesa e, de longe, será feita a identificação. Se o eleitor apresentar o título eletrônico no celular, com foto, nem precisa de outro documento. O eleitor higieniza as mãos, assina o livro, higieniza as mãos e finalmente segue para a cabine de votação.

A Maria Teresa visitou a loja de aplicativos do celular nesta sexta-feira (6). Baixou o e-Título, colocou os dados pessoais e logo viu na tela o documento digital.

“Eu acho ótimo. Na verdade, o celular hoje ficou apoio para muitas coisas. Eu tenho diversos aplicativos e uso bastante”, dia a aposentada Maria Teresa Thomaz. Ela tem 63 anos, do grupo de risco e vai sair para votar.

Um dos médicos que calcularam o risco sanitário da eleição garante que é seguro. “Os únicos que não podem votar são os que haja suspeita de Covid. Principalmente aqueles que tem febre. Aqueles que tem o grupo de risco que não tem nada a estrutura está armada para que ele tenha total segurança no recinto de votação”, explica o médico infectologista Luis Fernando Aranha Camargo.

O TSE vai enviar 1.200 baterias de urnas eletrônicas para o Amapá, que enfrenta um apagão em quase todos os municípios.
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Fonte: Jornal Nacional/Globo