Pandemia: Final de ano adaptado nos condomínios

Atualizado em 14/11/2020

Os condomínios estão de olho nos planos de flexibilização do governo para definirem como irão comemorar o final do ano. E para aqueles que não conseguiram promover assembleia virtual até o dia 30/10, prazo dado pela Lei Federal 14.010/2020, é possível convocar reuniões nesse formato, esclarece o advogado Cristiano De Souza Oliveira.

Para o calendário de 2020, a síndica Ivana Latanza já havia programado uma festa junina e recreação para as crianças no mês de julho, quando veio a pandemia do novo Coronavírus. A sequência da história é a mesma de outros residenciais: Áreas de lazer fechadas, eventos suspensos. Este é o segundo ano de vida do condomínio, o Solar da Saúde, prédio de 64 unidades localizado na região do Sacomã, zona Sudeste de São Paulo. Moradora, Ivana Latanza fez a implantação do condomínio, hoje com cerca de 70% da ocupação, e tem consultado os vizinhos para liberar ou não as áeras.

“Fazemos pesquisa de opinião entre os moradores e, até outubro, a maioria optou pela não reabertura do salão de festas, churrasqueira e espaço gourmet. Faremos nova enquete em novembro propondo abrir esses espaços em dezembro, vamos aguardar, eles são muito procurados pelos condôminos.” A ideia de promover eventos num condomínio tão jovem surgiu da necessidade de fazer com que os moradores se conhecessem e passassem a manter um convívio social, afirma. Assim, Ivana realizou em julho do ano passado uma primeira confraternização, promoveu a festa do dia das crianças e outra de chegada do Papai Noel.

Mas para o final de 2020, o cenário permanece indefinido, à espera dos desdobramentos da pandemia.
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Luzes de Natal: Inauguração sem aglomerar

Para a síndica profissional Jailma A. Brito, os condomínios têm procurado seguir a programação do governo (Plano São Paulo) para avançar na flexibilização da quarentena. A atual fase verde está valendo desde o dia 10 de outubro; é a segunda menos restritiva. “Mas sempre que reabro um espaço, espero um período de quarentena de 15 dias para liberar outros, para ver como se comporta o condomínio.” Na verdade, é preciso ainda evitar aglomerações. No condomínio-clube Residencial Verde Morumbi, na zona Sul de São Paulo, Jailma deverá promover o show de um quarteto de cordas para marcar a inauguração das luzes do Natal na fachada dos prédios e “resgatar a sensação de paz e calmaria que esse período nos traz, pois tivemos um ano muito difícil”.

Com 400 apartamentos, três torres e área de 12 mil m2, o Verde Morumbi costumava ter grandes festas antes da pandemia, como o halloween e o festival de food-truck, que chegou a reunir 500 pessoas nas noites de sextas-feiras. Esses eventos foram cancelados e substituídos pela ida pontual de um delivery por vez, para retirada do alimento pelo morador. Já as feiras-livres das quartas-feiras foram retomadas depois de 15 dias de suspensão; e as barracas do pastel, chope, hamburguer e churrasquinho voltaram após dois meses sob os mesmos protocolos válidos para os restaurantes da cidade.

Também a síndica profissional Roseane de Barros Fernandes vai aguardar o desfecho do processo de flexibilização do governo para organizar a agenda do final de ano. Em outubro, ela sentia “as pessoas tímidas e inseguras” em alguns condomínios. Em um deles, em Taboão da Serra, a insegurança aumentou depois que um prédio vizinho teve vistoria da Vigilância Sanitária após denúncia; o órgão teria interditado áreas e aplicado multa ao condomínio por falta de uso de máscara (A reportagem da Direcional entrou em contato com a Prefeitura da cidade, que não retornou a um pedido de informação até o fechamento desta edição). Já em outro residencial que a empresa de Roseane administra, um condomínio-clube no Tamboré, Região Metropolitana de São Paulo, o movimento de flexibilização foi antecipado em relação a muitos outros prédios, “pois eles têm um clube separado”. Ali, churrasqueiras e salões gourmet começaram a ser liberados na segunda quinzena de agosto, com protocolos.
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Fonte: Revista Direcional Condomínios