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COEP Nacional
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Aconteceu em 09/12/2004

Lançamento do Projeto Pólos de Produção de Algodão no Nordeste – PPAN

Visando promover o desenvolvimento sócio-econômico de comunidades de baixa renda no semiárido nordestino, o projeto teve como objetivo principal a recuperação da produção de algodão por agricultores familiares.

A cotonicultura foi escolhida considerando-se a tradição histórica pela atividade na região, levando-se em conta os resultados positivos obtidos na experiência implementada com um projeto piloto no Assentamento Margarida Mª Alves, no agreste da Paraíba, que posteriormente se expandiu por meio de um segundo projeto (Algodão, Tecnologia e Cidadania) para outras comunidades: Engenho Velho (CE), Lagoa de Dentro (PB), Assentamento José Rodrigues Sobrinho (RN), Furnas (PE) e Quixabeira (AL).

A proposta da formação de pólos produtivos teve o objetivo de se replicar a iniciativa a partir das comunidades onde já havia uma atuação do COEP, que serviriam como comunidades núcleo, de onde se irradiariam as experiências para comunidades próximas.

A diversidade de realidades foi determinante de resultados também variados com a implementação do projeto, sendo percebido no decorrer do processo a necessidade de se adaptar a produção do algodão a uma nova demanda de mercado, compatível com a agricultura familiar.

Tendo sido observado que a matriz tecnológica convencional não permite o desenvolvimento da produção do algodão na agricultura familiar, fez-se necessário a adoção de uma nova matriz de produção de algodão: a agroecológica. Com a introdução deste novo sistema de produção de algodão branco e colorido naturalmente, foi possível reduzir o impacto ambiental pela eliminação do uso de agrotóxicos empregados no cultivo, agregando valor socioeconômico e ambiental ao produto.

O desenvolvimento nesses pólos de produção foi promovido por meio de um processo de sensibilização, capacitação e mobilização dos agricultores, que foi instaurado em etapas, potencializado com as ações voltadas ao fortalecimento da organização comunitária, formação dos agricultores e a inclusão digital, que contribuíram para maior protagonismo dos agricultores na execução das ações e no atendimento de suas demandas.

As comunidades participantes foram:

Em Alagoas, comunidades de: Quixabeira em Água Branca; Cacimba Cercada em Mata Grande e Campinhos em Pariconha.

No Ceará, comunidades de: Espinheiro em Aurora, Engenho Velho em Barro, Anauá em Mauriti, Oitis em Milagres e Olho d´Agua em Missão Velha.

No sertão da Paraíba, comunidades de:PBs: Pereiros em Bonito de Santa Fé, Redondo em Cachoeira dos Índios, Barreiros em Cajazeiras, Batalha em Monte Horebe, Lagoa de Dentro em São José de Piranhas.

No agreste da Paraíba: Pedra de Santo Antônio em Alagoa Grande, Novo Pedro Velho em Aroeiras, Uruçu em Gurinhém, Assentamento Margarida Maria Alves em Juarez Távora, Assentamento Queimadas em Remígio.

Em Pernambuco, comunidades de: Boi Torto em Bezerros, Pilões e Pedra Branca em Cumaru, Algodão do Manso em Frei Miguelinho, Furnas em Surubim, São João do Ferraz em Vertentes.

No Rio Grande do Norte: Limoal em Goianinha, Mandacaru em Lagoa de Pedra, Ass. José Rodrigues Sobrinho em Nova Cruz, Tanques em Santo Antônio, Jacumirim em Serrinha.
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