Comorbidades aumentam risco de Covid-19 grave para 30% na América

Atualizado em 27/7/2020

Em todo continente americano, três em cada dez pessoas – cerca de 325 milhões de habitantes – correm um risco maior de ficar em estado grave com a Covid-19 por conta de condições de saúde pré-existentes. A informação foi divulgada por Carissa F. Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Diabetes, doença renal, hipertensão, tuberculose, imunossupressão e outras enfermidades são responsáveis por colocar as pessoas em maior risco de desenvolver a forma grave da Covid-19. “Infelizmente, muitas dessas condições médicas são comuns nas Américas, tornando nossa região mais vulnerável”, revelou Etienne.

De acordo com a diretora da Opas, a situação é preocupante. As pessoas com mais de 65 anos têm um risco aumentado para doenças mais graves, entretanto “os adultos em idade ativa não são imunes, pois muitos vivem com uma ou mais condições de saúde pré-existentes. Diabetes e doença renal crônica, em particular, são especialmente frequentes”, afirmou.

Confira os principais dados trazidos por Carissa F. Etienne na coletiva de imprensa da Opas:

  • Nos Estados Unidos, Canadá e México, uma em cada três pessoas está em maior risco de desenvolver a Covid-19 grave;
  • Somente na América Latina e Caribe são 186 milhões de pessoas vulneráveis;
  • Os homens têm duas vezes mais chances do que as mulheres de ter alto risco de desenvolver a Covid-19 grave.
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Estratégias de saúde adotadas para proteger as pessoas

A adoção de estratégias para proteger as pessoas com condições mais precárias devem passar pelo isolamento voluntário com fornecimento de recursos e sistemas de apoio adequados. Isso deve fazer com que as mortes sofram redução, a curva de transmissão seja achatada e também que os serviços de saúde sejam preservados.

“Com o aumento de pacientes com Covid-19, muitos sistemas de saúde carecem de pessoal, espaço e suprimentos para fornecer cuidados de rotina de forma adequada. Essas mudanças atrasaram o tratamento para pacientes com câncer e diálise para aqueles com doença renal crônica. As pessoas com diabetes estão ficando sem insulina e os pacientes com HIV precisam se preocupar em continuar seu tratamento”, afirmou Etienne.

Ainda segundo a diretora da Opas, os países devem garantir que os grupos vulneráveis ​​mantenham contato constante com seus prestadores de cuidados de saúde. Dessa forma, elas poderão os medicamentos e suprimentos necessários.
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Alerta: a pandemia não está desacelerando no continente

A Opas revelou ainda que pandemia do novo Coronavírus segue em aceleração nas Américas, mesmo com alguns países conseguindo diminuir a curva de transmissão da doença.

A entidade revelou que na bacia amazônica, a Covid-19 continua se espalhando com aumentos significativos nas chamadas “zonas quentes” da Bolívia, Equador, Colômbia e Peru. Já os países da América Central relatam seus maiores aumentos semanais nos casos desde o início da pandemia.

Sem falar ainda que Brasil, Estados Unidos e México preocupam com os números da doença. Em todo mundo são mais de 15,7 milhões de casos confirmados da doença. Desse número, 4,1 milhões estão nos EUA, cerca de 2,3 milhões no Brasil e 378 mil infectados no México.

Quando falamos de pessoas mortas, os números também assustam ainda mais. Pouco mais de 640 mil. Sendo deste total, aproximadamente 147 mil nos EUA, 85 mil no Brasil e 42 mil no México.

Fonte: Sanar Medicina