Viagem pós-pandemia: quando será seguro e possível viajar?

Atualizado em 30/7/2020

Quem ainda não pensou na primeira viagem pós-pandemia, que atire a primeira pedra. Depois de alguns meses trancados em casa, vivendo de saudosismo e de postar #tbt, não é feio assumir que estamos ansiosos para voltar a viajar. Mas, quando isso será possível?

O que todo mundo quer saber neste momento é quando a pandemia de Convid-19 vai acabar. A doença mudou os hábitos do mundo inteiro e está impedindo milhões de viajantes de saírem de casa.

Claro que a gente entende que as medidas orientadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são extremamente necessárias, e que agora é hora de ficar em casa. Afinal de contas, foram as viagens que ajudaram a espalhar o vírus ao redor do mundo e, portanto, suspender a circulação de pessoas é uma decisão óbvia para tentar conter o avanço da doença.
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É hora de voltar?

No Brasil, já são mais de três meses de aeroportos vazios, hotéis fechados e atrações turísticas abandonadas.

Aos poucos, vemos tentativas de retomar as atividades econômicas – comércio e serviços, principalmente – mas, não são raros os casos de retrocesso. Isso aconteceu em Belo Horizonte, que voltou a fechar o comércio devido ao aumento dos casos de Covid-19.

Em alguns países a quarentena até funcionou bem, mas ainda é cedo para dizer que um território está livre da doença. Como é o caso da, Nova Zelândia que segue registrado novos casos, mesmo depois de afirmar ter zerado as infecções por coronavírus e retomado à normalidade, no começo de junho.

Com isso você já consegue imaginar que qualquer viagem pós-pandemia não será como antes, certo?

Eu vou explicar melhor algumas mudanças já anunciadas e quais impactos elas terão na nossa vida e no nosso bolso.
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Preços das passagens aéreas

As companhias aéreas foram grandemente afetadas pela suspensão das viagens, chegando a cancelar 90% de seus voos em alguns aeroportos. Sem um horizonte de recuperação, as aéreas já anunciaram prejuízo superior a R$ 200 bilhões no segundo trimestre.

Isso significa que, além de terem que renegociar dívidas, cortar custos e reduzir equipes, as empresas aéreas precisaram se adequar aos novos protocolos de viagem pós-pandemia.

No mundo corporativo, qualquer mudança ou ajuste requer investimentos e isso vai desde a compra dos EPIs (equipamentos de proteção individual), como álcool em gel e máscaras, por exemplo, até o treinamento de funcionários em todos os níveis de atendimento: nos escritórios, nos aeroportos e nas aeronaves.

Se há impacto financeiro, as empresas precisam recuperar isso de alguma forma, certo? O Governo chegou a anunciar que vai virar sócio de empresas aéreas para ajudar na crise do coronavírus, mas é inevitável que esse rombo não tenha reflexos no nosso bolso.

Então, um dos impactos imediatos que iremos sentir será o aumento no preço das passagens, tanto aqui no Brasil, quanto para o exterior. Isso se dará, também, porque o número de voos seguirá reduzido por um tempo que ninguém sabe quanto vai durar. Com pouca oferta, o mercado reage elevando os preços.
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Dólar e euro nas alturas

Quem prefere viajar para o exterior tem outro grande problema: a alta absurda do dólar e do euro. No exato momento que escrevo este artigo, a moeda americana custa R$ 5,31. A cotação mais alta registrada na pandemia foi de R$ 5,83.

Infelizmente, as notícias de recuperação do real não são positivas.

É que a nossa moeda já vinha tendo um desempenho fraco no mercado internacional e isso se agravou com a pandemia: o real é a segunda moeda que mais perdeu valor neste ano. O nosso desempenho só não é pior que o bolívar, da Venezuela.

Então, é melhor se acostumar com dólar e euro nas alturas, porque dificilmente veremos cotações abaixo dos R$ 4 – que eu já acho caríssimo.
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Pacotes muito baratos

Algumas empresas têm lançado pacotes e passagens aéreas com preços realmente muito tentadores. São viagens para destinos caros como Japão, Aruba e Las Vegas, por exemplo, anunciadas para 2021 com pagamento parcelado em parcelas fixas.

Anúncios que a gente não via quando a economia estava mais forte, quando não havia uma crise sanitária e econômica instalada, resolveram encher nossas redes sociais da noite para o dia.

Eu não seria leviano em afirmar qualquer coisa sobre as empresas envolvidas nessas promoções. O meu alerta é no sentido de lhe fazer entender que viagem é um investimento. E, em muitos casos, pode ser um investimento de risco.

De hoje para amanhã uma companhia aérea pode parar de voar, o hotel pode fechar as portas, o destino pode passar a exigir visto ou outro documento que antes não era necessário. Enfim, há inúmeros riscos que você deve administrar, mas o maior deles é entender como a pandemia vai se comportar nos próximos meses.

Eu, com toda sinceridade, não planejaria nada sem ter segurança, e, nesse caso, a maior segurança que podemos ter é a vacina contra o novo coronavírus, anunciada com entusiamo para o começo de 2021.
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Hotéis e atrações turísticas

Muitas mudanças ainda devem ser anunciadas nos próximos meses, mas o que já sabemos é que hotéis vão operar com capacidade reduzida por um bom tempo. Isso será necessário para manter o distanciamento social.

Outras mudanças já foram anunciadas na limpeza dos quartos, dos ambientes comuns, na cozinha e até no uso da piscina, por exemplo.

Parques, monumentos, museus e outras atrações turísticas devem criar seus protocolos de acordo com as orientações da OMS, mas o que já vemos é a necessidade de agendamento antecipado pela internet – o que acaba com as filas gigantescas, muito comuns em lugares mais famosos e, provavelmente, com a superlotação de áreas de interessa ambiental.

Neste aspecto, as mudanças deverão ser muito positivas, mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, já que cada país deve seguir uma tendência mais ou menos flexibilizada.
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Fronteiras fechadas

Outra situação chata, mas que será nossa realidade por um bom tempo é o fechamento das fronteiras para brasileiros.

Como o Brasil é um dos países que mais registra casos de Covid-19, e, pelo que tudo indica, a situação ainda está longe de ser controlada, muitos países já declararam que não vão permitir a entrada de brasileiros até que isso se reverta.

Isso já foi oficialmente anunciado pelos países da União Europeia, pelos Estados Unidos e até por vizinhos aqui da América do Sul.
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Viagem pós-pandemia é no Brasil

A solução, então é priorizar viagens dentro do Brasil e, neste ponto, a gente não pode reclamar, porque nosso país é rico, lindo e ainda muito pouco explorado turisticamente.

Veja algumas ideias para sua viagem pós-pandemia:

  • Fazer roteiros curtos dentro do estado onde mora;
  • Viajar de carro para conhecer as capitais e seus arredores;
  • Viajar de ônibus para economizar na passagem – viagens noturnas são ótimas;
  • Aproveitar as diferenças climáticas para curtir as praias do Nordeste;
  • Descobrir um pouco mais da História do Brasil visitando cidades antigas;
  • Desbravar a riqueza natural do Centro-Oeste e do Norte;
  • Conhecer povos tradicionais e se enriquecer da cultura do seu país;
  • Aproveitar destinos de luxo no Brasil – quem disse que só tem no exterior?
  • Traçar a meta de visitar todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.

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Fonte: Pé na Estrada